quarta-feira, 12 de março de 2014

Lentes de Contacto

Quando era 'mai nova e via em filmes ou séries, pessoas a atirarem-se para o chão em busca de uma lente de contacto imaginária, para disfarçarem um qualquer momento embaraçoso, achava aquilo ridículo. Várias perguntas surgiam na minha cabeça na altura: 
  1. Quem é que se iria dar ao trabalho de procurar uma lente de contacto? 
  2. Como é que uma lente de contacto ia parar ao meio do chão se era suposto estar nos olhos?
  3. Qual a probabilidade de a encontrarem? 1/1000?
E acho que tal como eu, a maior parte das pessoas acha o mesmo. Se o meu patrão entrasse no momento em que eu estava de gatas, no chão, desesperada por encontrar a minha lente de contacto perdida, ia certamente perguntar-me: 

"O que está aí a fazer no chão?" 
- "Estou à procura da minha lente de contacto" - respondia eu, atrapalhada. 
O meu patrão ia rir-se, ia lembrar-se dos filmes e séries que tinha visto onde as pessoas que utilizam esta desculpa estão sempre a esconder alguma coisa, e iria despedir-me. 

No entanto amiguinhos, hoje e com mais alguns anos de vida em cima e bastante experiência adquirida, sei que é uma desculpa legítima e que os senhores dos filmes e das séries sabem o que andam a fazer. Respondendo às perguntas do meu eu do antigamente: 
  1. Uma pessoa que acabou de estrear a sua caixa de lentes mensal, e que paga uma pipa de massa por elas, vai dar-se ao trabalho de procurar uma lente de contacto como se de um filho perdido se tratasse.
  2. Uma pestana dentro de um olho com uma lente de contacto provoca muita comichão, muito ardor e muitas picadas nos olhos. Leva-me a estados de loucura extrema, que me fazem arrancar a lente de contacto do olho em pleno local de trabalho.  
  3. Eu encontrei a minha 10 minutos depois, no meio da alcatifa.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Fino Trato

" Olhe que ela é uma rapariga de fino trato " - Diz um dos nossos associados, a outro, por ele ter dito duas ou três asneiras numa reunião. 

Tão queridos, mal sabem que digo mais asneiras do que todos eles juntos. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

TPM

Gosto de ser recebida com um sorriso e que o senhor pergunte se está tudo bem e porque é que eu não estou sentada na mesa do costume. Hoje ficamos aqui à janela, digo eu. Gosto que eles cheguem uns segundos depois e que troquemos beijinhos e abracinhos sinceros de saudades e que se comecem logo a fazer piadas. É bom de mais o mesmo senhor vir um bocadinho depois, sem ninguém pedir nada, com três copos de vinho. É bom, é muito bom. O vinho, esse, é melhor ainda. Gostava mesmo que soubessem, que falarmos sem parar dos vossos problemas não me incomoda rigorosamente nada. Incomodava-me muito mais não vos ter na minha vida. Também não me incomoda que ela saia de surpresa de Chelas e se meta na A5 até Cascais sem saber onde aquilo vai dar, só para vir ter comigo. É quando me liga a dizer "estou em cascaaaaaais", que o meu coração rebenta de felicidade pela surpresa. Dou gritos histéricos quando percebemos que sem querer, acabou mesmo por vir ter à rua do meu trabalho e que vamos almoçar ao Mcdonalds. Enche-me o coração ainda ter um dia de trabalho pela frente, e já agora, um trabalho que gosto mesmo de fazer, mas que ao final do dia vou para Lisboa, ter com ela. Para rir e ser feliz. Outra coisa que me enche muito o coração são prendas de anos atrasadas. Como um saco com bolachas feitas só para mim, uma receita especial, cheia de amor, de alguém que acordou às 9h da manhã de um sábado e se enfiou na cozinha por minha causa porque sabe o quanto eu amo oreo. Espero que também saiba o quanto amo a presença dela em todos os momentos da minha vida. Também amo que a Tânia abra sempre a porta com o meu afilhado ao colo. Roubá-lo do colo dela e enchê-lo de beijos é das coisas que mais gosto de fazer. Ouvir a Mimi a dizer Titi, a rir-se e a pedir mais, é uma bênção que nunca pensei vir a receber. E a Mafalda a exigir que eu actualize o blog nem que seja para escrever sobre gordas? Isso faz-me lembrar 4 miúdas à volta de uma mesa, a vir vídeos inúteis de uma outra miúda e ninguém, senão nós, percebermos o sentido que aquele momento está a ter. Quer foram 2 horas perdidas, mas que foram por um óptimo motivo. Só para nós, claro. Nem quando me pede para parar o carro e meter os 4 piscas porque tem de ir mijar são horas perdidas com a Maggie. Nem as conversas no Skype com a Carolina. Ou ir ter com a Rac ao Saldanha, perder o meu cartão multibanco no carro e ela virar o carro todo comigo à procura, empenhada mais do que eu em encontrar o meu cartão. É um aconchego para o meu coração saber que mesmo falando pouco ou nada quando estamos longe, quando nos encontramos passado meses, continua tudo mais forte do que estava da última vez que nos vimos. Algum de vocês tem uma amizade que sabe que vai ter até ao fim dos dias? Já encontraram esta pessoa na vossa vida? Se sim, são uns sortudos, tal como eu. É um alívio à partida não ter de ficar sem ela, faço-me de forte, mas não ia suportar tê-la do outro lado do mundo. Como é que vivemos com a nossa melhor amiga do outro lado do mundo? E quando a Joana vem ao escritório e não larga a campainha enquanto eu não abro a porta? Quando abro estende-me sempre um ferrerro rocher, ou bolachas, ou uma caixa de bolos. Sempre que me visita, trás-me um doce. Mas ela não sabe que um doce para mim, são os abraços que damos sempre que nos vemos. Esses, valem por todos os doces do mundo.

Os meus amigos são os melhores e são os amores da minha vida. Mesmo os que não estão aqui neste texto. Todos eles me aquecem de uma forma perfeita o coração, e eu estou-lhes tão grata por isso. 

Estou com uma TPM do caralho, também.

sábado, 1 de março de 2014

Estou Fazendo Amor Com Outra Pessoa #1


Estes muffins do Aldi, são muffins para me levar ao céu.
Raramente paro de trabalhar enquanto lancho, mas ontem, cometi a loucura de me reclinar na cadeira, e fazer amor com um muffin.
O chocolate é óptimo, e quando menos esperamos, trincamos pepitas de chocolate.

Vão ao Aldi, comprem esta embalagem de 4 muffins por €1 e sejam muito felizes.