sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O Que os Portugueses Dizem #1

"Os passeios foram feitos para os carros, não foram feitos para as pessoas. As pessoas que andem na estrada." 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A Minha Insensibilidade

A minha avó disse-me assim ontem:

" Tenho-te no meu coração como uma carraça agarrada " 

Acabei de descobrir de quem herdei a minha insensibilidade.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

1% Lasanha

À hora do almoço, com uma faca, dei uns toques na minha lasanha antes de a colocar no microondas. 

Para não sujar outra faca só para abrir o pão do meu lanche, abri-o com a faca que tinha dado os toques na lasanha. 

Reparei na altura que tinha um niquito de lasanha agarrado, mas não me importei muito com isso. 

Conclusão: Acabei de me deliciar com uma das melhores sandes da minha vida: 99% fiambre, 1% lasanha. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Profissionalismo

O Profissionalismo dos nossos associados internacionais:

"Isso não vai funcionar aqui em Israel. Explicava porquê, mas estou com preguiça" 

Este sempre foi dos meus preferidos. Eu sabia que não me ia desiludir.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Harrison

Na quinta-feira, duas das leitoras mais antigas, assíduas e leais que o meu blog tem, vão ter um dos dias mais importantes da vida delas. Vão fazer o Harrison, esse terrível monstro da medicina.

A Joana, minha amiga do coração e uma pessoa muito importante na minha vida, escreveu assim no blog dela: "Com 18 anos consegui engolir os nervos, estudar até ao último segundo e fazer um exame para o qual não me sentia devidamente preparada. Hoje, 6 anos e meio depois de ter escolhido ficar em Portugal e a uma semana daquele que será, segundo dizem, o exame mais difícil de toda a minha carreira médica, só espero conseguir fazer o mesmo." 

A Inês, colega de faculdade da minha amiga Joana e com quem privei apenas duas ou três vezes (mas sempre muito intensas, atenção) e que vem aqui todos os dias, escreveu assim: "Faltam 4 dias para o exame e apesar de tudo estou a conseguir manter-me calma durante a maior parte do tempo. Vamos ver como correm os próximos dias. Para já de uma coisa estou certa: estou a dar o meu melhor. Vamos ver se chega." 

Estão as duas super nervosas, borradas de medo até ao pescoço e cheias de inseguranças. Não lhes podemos pedir menos que isso, verdade seja dita. No entanto, eu não tenho dúvidas de que vão passar as duas com distinção. Não tenho mesmo. E olhem que não digo isto só porque é bonito. Acho que a Joana e a Inês são as pessoas mais estudiosas e dedicadas aos livros que eu já conheci. Não são aquelas marronas incuráveis com quem nos cruzamos no secundário, não. São marronas saudáveis, que adoram o que estão a fazer e cujos olhos brilham quando contam histórias sobre os pacientes que já tiveram. Não tem preço ver a forma como a Joana se entusiasma a dizer nomes de medicamentos, de doenças e de partes do corpo que desconhecemos. A Joana já é a médica do nosso círculo de amigos, mesmo sem esta cacada de exame. Gostava que a Joana soubesse que me orgulho muito dela, de tudo o que conseguiu fazer nestes últimos seis anos e do percurso brilhante que teve ao longo do curso. 

Passaram as duas o verão inteiro a estudar e ainda não pararam e isso é de louvar. Acho que elas consideram este exame a parte mais importante do curso. Provavelmente é. O que eu acho é que este exame é apenas uma perda de tempo e mais uma forma de as meter à prova. Que estão preparadas e que nasceram para isto, andaram elas a mostrar ao longo dos últimos seis anos. 

Joana e Inês: Todas as pessoas à vossa volta têm já um tremendo orgulho em vocês, não se esqueçam disso. 

Agarrem-se a esses livros com unhas e dentes, já falta pouco, muito pouco para serem duas pessoas livres.