quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Porta nas Trombas

Eu vinha à frente e segurei-lhe a porta do edifício. Ela aproveita o meu bom gesto, mas em vez de segurar na porta como as pessoas normais e agradecer, não. Entra, não toca na porta, passa por mim e não agradece.

Da próxima vez largo-lhe a porta no focinho. 

Cabra.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Senhor Hermínio

Fui ao Lidl comprar, apenas e só, um saquinho de rebuçados. Não foi para os comer todos sozinha em 2 horas. Foi sim para os meter dentro da caixa da prenda que vou dar à minha mãe. 

Estavam apenas duas caixas abertas e uma fila gigante em cada uma delas. Passado uns 2 minutos, o tempo suficiente para o senhor, vamos chamar-lhe Hermínio, se colocar atrás de mim, anunciaram no altifalante que iam abrir a caixa ao lado. Ao dirigir-me para lá reparei que o senhor Hermínio já estava à minha frente a dar corda aos sapatinhos com o seu cestinho atolhado de merdinhas. 

Nunca me debrucei a fundo sobre a lei das prioridades nas caixas de supermercado, mas quer-me parecer que o senhor Hermínio estava a cometer uma infracção. Chamem-me ingénua, mas acredito nas pessoas até ao fim, e achei que o senhor Hermínio estava a dar corda aos sapatinhos daquela forma mas que me ia deixar passar à frente. Primeiro, porque eu estava à frente dele na outra caixa, e segundo, porque só tinha um saco de rebuçados para pagar. 

O senhor Hermínio revelou-se uma desilusão e meteu todas as suas merdinhas no tapete rolante. Eu podia ter barafustado e reclamado a minha razão naquela situação, mas não estava com paciência nenhuma para me aborrecer e deixei-me estar entretida com os meus botões. 

O rapaz da caixa já tinha passado todas as coisas do senhor Hermínio, não o estava a ajudar, e estávamos portanto naquele momento constrangedor em que ainda temos metade das compras para arrumar, o dinheiro para tirar da carteira e uma fila inteira parada por nossa causa. O senhor Hermínio lá pagou e só lhe faltava arrumar uma ou outra merdinha que foi o tempo que demorei a pagar o meu pacote de rebuçados. 

O momento em que saí da caixa colidiu com o momento em que o senhor Hermínio pegou nos seus dois sacos para se ir embora. Colidiu também com o momento em que um deles se rompeu de tão cheio que estava e com o momento em que as compras do senhor Hermínio foram todas parar ao chão, incluindo uma garrafinha de azeite. 

Está a ver Senhor Hermínio? Se não tivesse sido chico esperto nada disto lhe tinha acontecido.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Um Ano

Faz hoje um ano que deixei de fumar. 

Tirando dois ou três bafinhos que dei num cigarro uma noite em que estava extremamente embriagada, nunca mais toquei num cigarro. 

Para a maioria de vocês isto pode ser ridículo e não constituir qualquer tipo de feito, mas para mim é uma vitória.

A vitória prende-se com a força de vontade. Com ter conseguido contrariar as minhas vontades e os meus impulsos de ir comprar um maço só para fumar um cigarro porque estava extremamente irritada, ou porque aquela viagem de Lisboa para casa no final da noite se fazia melhor com a companhia de um cigarro, ou só porque estava na conversa com um copo de bebida na mão e um cigarro ia ali mesmo bem. Contrariei noites de verão na esplanada a fumar cigarro atrás de cigarro, contrariei aquele depois de um mergulho no mar, contrariei vários numa viagem Porto-Lisboa-Porto. Contrariei todos aqueles que os meus amigos fumaram à minha frente e eu não. 

Para a maioria de vocês pode continuar a ser ridículo. Mas para mim será sempre uma vitória de que me vou orgulhar.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Fez o Meu Dia, Quiçá, Semana

Duas frases que me foram dirigidas no espaço de 20 minutos e que fizeram o meu dia, ou quiçá, a minha semana:

" Não estou a encontrar o seu útero "

" Esta urina é sua? " (enquanto agitava um frasco com urina. E não, não era. Não deixo a minha urina assim ao Deus dará.)