quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Calma Marginal #2

Gosto muito da rádio Marginal, que é a rádio que escolhemos para tocar aqui no escritório. O único defeito deles é que anunciam concertos com mais de seis meses de antecedência. Por mais que gostemos da banda que estão a anunciar, torna-se doentio ouvir o mesmo anúncio 3 ou 4 vezes por dia, durante mais de seis meses. 

Aconteceu, entre outros, com o Optimus Alive, com o EDP Cool Jazz e agora com o concerto da minha banda preferida: Muse.

O concerto é dia 2 de Maio, e ouvi na 5ª feira passada o primeiro anúncio. Estão a perceber o que quero dizer?

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pipis ao Léu

Passei do ginásio do povo pobre, para o ginásio da malta com papel. Não o fiz porque fui aumentada e sou agora uma cascalense rica, mas sim porque a diferença de preço entre ginásios não é assim tão grande. 

Este ginásio onde estou agora é melhor em tudo. É três mil vezes maior, é mais agradável, tem duas piscinas, sauna, banho turco e muitas aulas de grupo. Só é pior em uma coisa: nos pipis ao léu. 

Andei no ginásio do povo pobre durante 7 meses e nunca vi um pipi alheio. As mulheres trocavam de roupa interior dentro da cabine do duche, e depois é que vinham fazer a sua vidinha cá para fora. Ando neste ginásio nem há um mês e já devo ter visto todos os pipis que por lá habitam. Se conseguirmos mostrar o nosso status social através do nosso pipi e através da forma como o depilamos, compreendo esta realidade a que estou a ser sujeita. Caso contrário, não estou bem a ver o porquê deste comportamento padrão.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Incrível

Regressados de um double date e a caminho de casa, o meu namorado e o melhor amigo discutiam de forma fervorosa sobre os direitos e deveres dos ciclistas nas estradas portuguesas. 

O meu namorado apresentava as razões pelas quais estava contra qualquer direito que eles tenham ou possam vir a ter, e o amigo apresentava as razões a favor dos ciclistas.

Eu ia no banco de trás, atenta à discussão e a ansiar o momento em que o meu namorado ia parar o carro para começarem à batatada. Quando a coisa estava quase, quase, quase a rebentar, acontece isto:

"Tu metes-me nojo pá, um nojo descomunal com essas ideias completamente estapafúrdias sobre as coisas. Pá mas houve só uma coisa que eu não curti na gaja; aquelas sandálias, aquilo é que não." 

O meu namorado: "Yaaaaaaaaaaaaaaa, também reparei 'meu, a gaja estava super gira, super bem vestida, mas aquelas sandáááááálias, aquilo estragou tudo blablablablablabla" 

Isto foi a prova viva de que os homens são completamente diferentes das mulheres em TUDO! Uma discussão destas entre duas mulheres, iria resultar em choro, 3 meses e meio sem se falarem uma à outra, infindáveis telefonemas às outras amigas a contar o que se tinha passado, muito ressentimento e muito ressabianço. 

Entre os homens resultou no resto do caminho até casa a falar de gajas. 

Incrível.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Há Dores que não se Explicam.

Há dores que não se explicam. 

Dores que não sabemos muito bem de onde vêm e que são capazes, de um momento para o outro, de nos deitar ao chão de uma forma estrondosa. Ficamos inertes, sem saber o que fazer, só a desejar que por favor aquele sofrimento acabe depressa porque nós não somos capazes de o suportar por muito mais tempo. 

Foi o que aconteceu hoje de manhã, quando coloquei a lente de contacto no olho direito e senti de imediato um ardor que me fez gritar. Imaginem o ardor que sentem quando vos entra shampoo para os olhos. Agora, multipliquem isso por dez. Foi o que eu senti. 

Para raio do azar não consegui tirar a lente do olho nem à primeira, nem à segunda, nem à terceira..porque simplesmente não o conseguia abrir mais do que um milímetro. Foi um momento de aflição, foi um momento que me cegou por uns segundos, mas foi um momento, que tal como todos os momentos difíceis da minha vida, consegui suportar e ultrapassar. 

Não sei o que foi. Não sei de ontem veio. Mas como já disse em cima: há dores que não se explicam.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Ninguém

Mais uma vez passei uma hora no cabeleireiro, larguei € 30 euros e ninguém reparou no meu corte.

Na realidade, a minha mãe reparou. Mas foi só porque lhe disse que ia cortar o cabelo.

Adoro a minha vida.