sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Expressões Populares Portuguesas - A Pensar Morreu um Burro

Esta é, sem dúvida alguma, a expressão que eu mais utilizo. Primeiro, porque me faz sempre sentir superior e eu gosto muito disso e segundo, porque visualizo sempre um burrinho num prado verdejante a cair para o lado. 

À semelhança das outras expressões, também temos de viajar bem para trás no tempo para perceber a sua origem. Esta foi herdada da história "Burro de Buridan" escrita pelo filósofo Francês Jean Buridan, no século XIV.

(Imagem gentilmente roubada ao Programa ZigZag exibido na Rtp 2)

A história ilustra a indecisão que caracteriza a grande maioria do ser humano. Como? Através de um burro a quem vou gentilmente chamar Zeca. O Zeca andava pelo bosque esfomeado e cheio de sede, até que a certa altura lhe são finalmente colocadas à frente, duas tigelas. Não me perguntem quem as meteu lá porque eu não sei.

Uma das tigelas tem água e a outra tem aveia. O Zeca demorou tanto tempo a decidir se estava com mais fome ou com mais sede, que acabou por morrer. Trágico não é? Logo tinha de acontecer uma coisa destas a um burro como o Zeca.

Isto é tudo muito giro mas eu fiquei sem saber se o Zeca morreu de fome se de sede. Sei no entanto que se esta história tivesse sido escrito nos dias de hoje, o Zeca não morria. Toda a gente sabe que ele ia escolher a Aveia. A aveia está imenso na moda.

Sedentos por mais explicações? Há outras aqui!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Sanitas

Se eu fizer um papel para colar na casa de banho das senhoras do edifício onde trabalho com o seguinte aviso: "É FAVOR VERIFICAR SE O AUTOCOLISMO FICOU BEM PUXADO E A SANITA LIMPA" passo por velha chata, acabada e resingona? 

Já é a segunda vez que levanto o tampo da sanita e tenho prendas a boiar lá em baixo e já perdi a conta às vezes em que a sanita apresenta vestígios negros de utilização. 

Pensei que ao trabalhar numa das zonas mais chiques de Cascais não ia ter de lidar com este tipo de problemas. 


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Too Much Sympathy Will Kill You

Estou com um grave problema no escritório que até agora só tinha com a minha mãe e com a minha avó. Ultimamente tenho lidado com clientes e fornecedores demasiado simpáticos. 

"Então mas em que é que isso te dificulta a vida?" Perguntam vocês e com toda a razão. 

É que, quando falo com eles ao telefone, o momento em que temos de desligar a chamada torna-se uma marmelada desgraçada acabando por resultar numa troca de carinhos bastante confusa e num momento altamente constrangedor. Algo do estilo: 

"Combinaaaaaado, então váááá, com licença, tenha um bom dia, obrigada, um bom dia, obrigada, adeus, obrigada com licença obrigada adeus com licença obrigada". 

Os segundos que perco com eles, mais os segundos que perco com a minha avó e com a minha mãe já dão uns minutos preciosos ao final do dia. Bom, se calhar não. Não sou assim tão ocupada. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Pessoas #4

Há dois tipos de pessoas no mundo:

1 - As que conduzem o carro das compras direitas e com as mãos.
2 - As que conduzem o carro das compras quase deitadas e com o antebraço.

Eu sou das segunda. E vocês?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A Culpa é do Sistema

Os bancos sabem estipular uma data concreta para te ir à conta sacar guita todos os meses, e ui, ai de ti que não tenhas lá o dinheirinho deles na data que eles querem. Levas logo com os juros, o imposto de selo, as comissões e o diabo a sete. 

No entanto, quando é para te devolverem dinheiro que tiraram por "engano" da tua conta, precisam de duas semanas e meia para o fazer, sendo a culpa sempre e para sempre do mesmo gajo: O SISTEMA.