Que atire a primeira pedra quem nunca baixou o volume do rádio do carro para ver melhor o caminho ou para estacionar melhor o carro.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Calinada do Ano
Vamos em Maio, e eu acho que já cometi a calinada do ano.. haaaannn..isto é que é ser eficiente.
Andava na Seaside com o meu muy nobre esposo, à procura de uns sapatos para um casamento. Vejo uns pretos, ao lado de uns azuis (a cor do vestido que vou levar) e comento: "olha...se calhar uns pretos também não ficavam mal".
Pego nesses sapatos pretos e não sei bem porquê, num espasmo cerebral dos muitos que me dão, digo:
"estes se calhar até ficavam bem"
ele torce um bocadinho o nariz, a mim passa-me o espasmo que me deu e desço à terra. Olho novamente para os sapatos com olhos de gente, e comento o óbvio:
"Naaaaaaaaaaa.. estes são um bocado à rameira, não são?"
O meu namorado olha para mim, com cara de "já fizeste merda ANA CATARINA" e não responde. Percebo que fiz asneira, coloco os sapatos na prateleira sem olhar em redor e arrasto-o para fora da loja. Sem ser preciso perguntar nada, ele diz:
"A gaja atrás de ti estava a experimentar uns iguais."
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Ele #8
Que o meu namorado é um monstro insensível, já muitos de vocês se deram conta, não é verdade? É.
Aqui há uns tempos estava a contar-lhe a história de um casal Português que mexeu um bocadinho comigo e que foi, muito resumidamente esta:
O rapaz e a rapariga namoravam há alguns anos, uma relação pura, intensa e muito vivida. Até que um dia, sem que nada o fizesse prever, a rapariga morreu durante o sono. Como não viviam juntos, e a rapariga vivia sozinha, ele ficou dois dias em desespero sem saber nada dela. Lá lidou com a morte à sua maneira, e decidiu mesmo publicar em livro uns textos que ela escrevia. Soube de tudo isto por causa de uma partilha de um post que li no facebook, a assinalar os dois anos da morte da rapariga. Assim de uma maneira muito breve, consegui que ficassem ligeiramente sensibilizados, ou não?
Qual é o primeiro comentário da besta do meu namorado:
"Granda sacana, está a fazer dinheiro à custa da morta"
Eu lá reviro os olhos, defendo o acto romântico do rapaz, e sou brindada com algo do estilo:
"Pois... então mas ele não voltou a ter ninguém?"
"Ele agora tem namorada. Apaixonou-se por outra rapariga"
"Fogo, a namorada morreu há dois anos e já anda a comer outra?"
Há por aí alguém com um amigo giro e solteiro para me apresentar?
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Super Mulher
No outro dia tentei armar-me em super-mulher e tentei na minha hora de almoço:
- Ir ao banco depositar dinheiro;
- Fazer 2 ou 3 movimentos no multibanco;
- Ir à conservatória registar o meu carro; (iiiiuuuupiiii)
- Almoçar uma pedrinha da calçada pelo caminho.
Parece-vos ambicioso? A mim pareceu-me exequível, sei lá eu bem porquê, porque claro que é sempre que estamos com pressa, que as coisas correm todas MAL.
As minhas começaram mal, assim que me apercebi que ao pé do banco não havia lugar para o carro, num sítio onde costuma sempre haver. Dei uma volta maior, deixei o carro mais longe mas não me deixei abater ao primeiro obstáculo.
O que Deus tira com uma mão, dá com a outra, portanto cheguei ao banco e não estava ninguém à minha frente. Rejubilei de felicidade porque era um momento quase inédito na minha vida. Quando disse ao funcionário que era para fazer um depósito, o funcionário disse-me que o sistema estava a reiniciar e que como ia demorar, podíamos fazê-lo na máquina para não demorar tanto tempo. Torci o nariz, porque tenho alguma (má) experiência com as máquinas de depósito do meu banco porque são incrivelmente lentas. Mas como era a minha única alternativa, e o senhor já estava a vir todo contente na minha direcção, cedi, como pessoa fraca que sou.
Não tinha uma grande fortuna em notas, mas ainda eram algumas, confesso-vos. Dei as notas ao senhor, ele endireita-as e coloca-as na máquina. Aguardamos um bocadinho, e outro, e outro, e outro, mais ou menos o tempo necessário para fazer 3 depósitos ao balcão e a máquina lá decide ler as notas. Mas só lê metade, atenção. O senhor lá explica que como é uma máquina que está acessível 24horas por dia tem um sensor muito rigoroso para não encravar ou fazer depósitos de valores errados. Sorri e acenei, mas com a minha linda cabecinha no tempo precioso da minha hora de almoço que estava a perder. Lá repetimos o processo, com as notas que a máquina tinha decidido não considerar, lá esperamos o tempo equivalente a mais três depósitos processados por um humano, e lá nos devolve a máquina mais umas notas, tão querida e tão preguiçosa. O senhor continua a sua teoria, eu continuo o meu desespero e lá estamos nós mais uma vez à espera que a máquina leia as 3 notas que faltam. Lá as lê, eu agradeço e pisgo-me.
Vou a abrir para a conservatória e decido não estacionar onde costumo estacionar quando vou para aquela zona de Cascais, porque o meu esposo, ex fiscal, me estava sempre a dizer que se fartavam de rebocar carros naquela zona por estarem estacionados em cima do passeio. Como me desceu a consciência e o vislumbre do escasso saldo da minha conta bancária, decidi meter o carro ligeiramente mais à frente, numa zona onde se paga parquímetro. Ora, quem estaciona em cima do passeio, raramente se sujeita a pagar parquímetro. Peguei no telefone, já a dar às patinhas em direcção à conservatória, e liguei ao esposo, para saber onde andavam os fiscais.
"Pois, por acaso não sei onde estão, mas podias ter deixado em cima do passeio, eles agora não estão a multar nem a rebocar por mau estacionamento, é só por falta de pagamento"
Agradeci a Deus mais esta injustiça, e segui o meu caminho. Quando cheguei à conservatória, já só devia ter uns 20 minutos da minha hora de almoço, mas vi a minha pedrinha da calçada cada vez mais perto da minha barriguita vazia, quando me apercebi que só tinha uma pessoa à frente. Rejubilei mais um pouquito e sorri para as pessoas que estavam ao meu redor. Mas a minha felicidade esvaiu-se quando passados 15 minutos, o senhor ainda estava a registar o seu 37º carro. Claro que eu tinha de apanhar à minha frente um Romeno, provavelmente dono de todos os stands de automóveis da zona de Cascais. Para o comum mortal, 15 minutos de espera podem não ser nada, mas para uma pessoa esganada de fome e com apenas 5 minutos de sobra da hora de almoço, são uma eternidade. E um desespero. E uma agonia. Lá passaram mais uns 10 minutos, o senhor foi embora e chegou a minha vez.
"Olá Boa Tarde blablablablablabla os documentos da viatura por favor"
Pausa.
Silêncio.
Suores Frios.
Dor.
Agonia.
Desespero.
"os documentos.....estão no carro."
" Pois querida, mas sem os documentos não posso fazer nada"
Deixei de ouvir no querida, e saí disparada da conservatória a pensar "mas que merda, porque é que eu não deixei a merda do carro aqui a 3 segundos em cima do passeio, agora tenho de andar esta merda toda é melhor meter uma moeda no parquímetro ó caraças raio de vida miserável a minha". Chegada à zona do carro, dirijo-me ao parquímetro, meto a quantia mínima, chego ao carro, abro o porta luvas, tiro os documentos, vou-me embora, oh foda-se agora venho com o talão do parquímetro na mão em vez de o ter deixado no vidro, volta para trás abre o carro coloca o talão fecha o carro anda até à conservatória chega toda suada e a mulher está a atender outra pessoa, porque claro, não posso interromper, quem me manda ser otária, é bem feita, é para aprender, lá chega a minha vez e trato de tudo em menos de 5 minutos, altura em que rejubilo novamente porque foi metade daquilo que me tinham dito que ia pagar e sinto-me uma sortuda por viver num país em que pago tão pouco para registar uma coisa MINHA que fui EU que paguei com o suor do MEU trabalho.
Olho para o relógio e a minha hora de almoço já tinha ido para o espaço há uns largos minutos. Mas pensei que se lixe, o meu estômago está histérico e como não me apetece pagar €5 por uma sandes e um sumo, vou ali até ao Lidl buscar as melhores empadas que alguma vez comi na minha vida e uma garrafita de água vá, para não morrer engasgada. No caminho para o Lidl apanho um Mercedes a 20 Km/h conduzido, claro, por um velho de boina, que adivinhem: TAMBÉM IA PARA O LIDL.
Respiro fundo, e lembro-me da força que guardo dentro do meu corpo espero que ela ouça e lá chego ao Lidl no estilo do costume. Saco as empadas e a água em menos de 7 segundos e esperam-me, claro, apenas duas caixas abertas. Eram umas 14h30 e as caixas não deviam ter muita gente, pelo menos foi essa a ideia que me motivou a ir ao Lidl, "a esta hora não está lá ninguém, é rápido" Claro que as filas estavam bem compostinhas em ambas as caixas, e claro que demorei mais uma eternidade à espera. Saí do Lidl e enfiei as duas empadas na boca em menos de 2 minutos, que foi o tempo de chegar ao trabalho.
Entrei, pedi perdão meu estagiário pelo meu atraso, sentei-me na secretária, amaldiçoei pela 75ª vez a minha vida e apercebi-me que me tinha esquecido de fazer os movimentos no Multibanco.
(digam olá ao post mais longo deste blog. Quem tiver conseguido chegar ao fim, que me avise)
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Vida de Estagiário #2
Quem disse que os estagiários não percebem nada de nada, está redondamente enganado. O meu, num só dia, demonstrou saber muito disto até.
Num singelo momento meu de fúria matinal, dado ser a terceira vez que a fotocopiadora encravava a merda do papel, disse-lhe:
"vão ser as máquinas que vão dominar isto tudo, vais ver." ao que ele me responde "sim, mas por enquanto são as mulheres"
Haaaann, mulherio que aqui paira, não estão já deliciadas com o meu pequeno estagiário?
Mais à frente no dia, e depois de desligar uma chamada diz "isto de fazer duas coisas ao mesmo tempo não é mesmo para os homens."
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