segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Expressões Populares Portuguesas - À Grande e À Francesa

Em primeiro lugar tenho de pedir desculpa pela lição da semana passada só estar a chegar hoje. Espero que não tenham passado o fim-de-semana todo a fazer refresh à minha página. É que isso fazia de vocês pessoas muito tristes. 

Podia dizer que tive uns dias atribulados e ocupadíssimos mas estaria a mentir-vos. A verdade é que não me apeteceu cá vir. Nem sempre tenho paciência para vos aturar, percebem? 

Bom, chega deste engate todo. Vamos passar ao que interessa. Todos sentadinhos e com os óculos postos para a lição de história de hoje? Muito bem.. abram os vossos livros na página 172. 

O tema de hoje são as invasões Francesas, mais concretamente a primeira, datada de 1807. Não há muito a dizer sobre esta expressão, por isso podem tirar esse ar de aborrecidos que isto não vai demorar.

A expressão resultou nada mais nada menos do que do modo de vida luxuoso que o general Junot e toda a sua crew levavam em Lisboa aquando da invasão Francesa. Compincha de Napoleão Bonaparte, Junot tomou Portugal de assalto, estabeleceu residência no palácio do Barão de Quintela no Chiado e a sua crew em casas da nobreza e burguesia, exigindo todas as mordomias a que achavam que tinham direito, inclusivé que lhes tirassem as grainhas das uvas como fazia a empregada da Carolina Patrocínio. 

Como se isto não bastasse ainda exigiram gratificações na conta bancária, que, dizem as más linguas, rondavam os 16 contos e 800 mil reis. O vosso TPC é fazer as contas para ver quanto é que isso dá em Euros. 

Até para a semana. 

Sedentos por mais explicações? Há outras aqui!

14 comentários:

  1. Eu estou sempre a aprender aqui... não fazia ideia disto!

    Beijinhos,
    http://thelostlouboutin.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. tenho muitos mais no bolso... não faltes às próximas aulas.

      Eliminar
  2. Volto a este post para te dizer que te nomeei para uma TAG, espero que gostes :)

    Beijinhos,
    http://thelostlouboutin.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. uuuhhh, nomeada para um TAG? estou a sentir-me importante!! Não vou ao teu blog desde Sábado mas já me vou actualizar de tudo, me aguardji que eu vou só jantar.

      Eliminar
  3. Lição de sexta à segunda...Agora fiquei confuso: Significa assim que Fevereiro tem 33 dias??? Este mundo anda doido, homens na lua, andorinhas em Fevereiro, impostos em Abril, o que virá a seguir?

    Desta fantástica e esclarecedora explicação, que conhecia não fosse a cara metade...francesa, retive...Junot e a sua...crew!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não confundas essa mente pequenina que não vale a pena.. vamos fingir que nada se passou e assobiar para o ar, pode ser que pouca gente repare! Dei toda uma nova imagem à tua noção das invasões francesas, não dei? Imaginaste-os a todos com calças descaidas, ganza ao canto da boca e cap para trás?

      Eliminar
  4. A expressão "ir para o maneta" também nasceu durante as invasões francesas ( Louis Henri Loison, um general francês, sem um branço amigalhaço do Junot) era um tipo tão sanguinário ( quase dizimou a população de Évora) que a expressão "ir para o maneta" = morrer ficou para sempre no vérnaculo português. Boa! Adorei a tua história ( fez-me lembrar esta)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. e agora ensinaste-me tu qualquer coisa... essa também desconhecia!

      Eliminar
  5. Achei muito curioso saber, principalmente a parte das grainhas das uvas que a empregada da Carolina tirava, é caso para se dizer... empregado sofre :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ahaha essa polémica já é quase tão antiga como a expressão :P

      Eliminar
  6. e eu que quando li o titulo a minha mente já estava logo a levar isto para outro lado...
    Obrigado por mais uma lição! :)

    ResponderEliminar

O teu comentário é muito importante para mim :) Clica em "Notificar-me" para receberes a minha resposta.

Ao comentares ficas automaticamente inscrito no sorteio de um fantástico automóvel.